domingo, 31 de maio de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Sobre a Escrita: A Arte em Memórias - Stephen King
"Somos escritores, e nunca perguntamos um
ao outro de onde tiramos nossas ideias; nós sabemos que não sabemos"
Título: Sobre a Escrita - A Arte em Memórias
Autor: Stephen King
Título original: On Writing - A Memoir of the Craft
Título original: On Writing - A Memoir of the Craft
Tradução: Michel Teixeira
Editora: Objetiva (Suma de Letras)
2015
Longe do campo da
ficção mórbida que é esperado de Stephen King, é escrito Sobre a Escrita – A Arte
em Memórias, um conjunto de dicas para aspirantes a escritores e um pouco da
experiência de King com o ofício.
O livro se divide
basicamente em três partes. A primeira nos conta como King iniciou no universo
literário, das primeiras coisas que leu e escreveu, das lembranças familiares e
de suas primeiras publicações. Não, isso não é uma autobiografia. Como o
próprio autor diz, aqui encontraremos memórias da vida de King em pontos que
dizem respeito à sua formação de escritor e motivação literária, nada a mais.
“O que se segue é uma tentativa de escrever, de
maneira breve e simples, como me iniciei no ofício, o que sei sobre e isso e
como se faz.
Trata-se do trabalho diário; trata-se da
linguagem.”
Na segunda parte, o
autor nos mostra a parte prática na arte da criação. Aqui, King apresenta uma
série de requisitos e dicas para quem pretende se aventurar nos ramos da
escrita.
Na última parte,
ficamos por dentro do acidente que ocorreu com o autor e que o deixou entre a
vida e a morte. King conta, que como um livro sobre a escrita, ele não incluiria nenhuma memória autobiográfica,
mas como este acidente ocorreu na mesma época em que o livro fora escrito, o
autor achou importante constar em suas páginas.
“Quanto mais você ler, menos estará propenso a fazer papel de bobo quando for escrever algo”.
Sobre a Escrita é uma
leitura obrigatória para qualquer aspirante a escritor (e para qualquer fã de
Stephen King). É objetivo e franco, mostrando todos os aspectos – positivos e
negativos – que permeiam a vida do escritor. Mesmo sendo breve, remonta a todos os processos criativos de uma
trama e nos deixa atônitos com a honestidade ácida do autor, (além de ser uma
riqueza de referências literárias universais).
“A verdadeira importância da leitura é criar facilidade e intimidade com o processo da escrita"
Nesse livro, o autor
deu sua cara à tapa, encarando o papel de instrutor e crítico. Aqui conhecemos um
Stephen King técnico, que não é apenas um romancista, mas alguém que sabe o
certo a se fazer.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
A Fúria dos Reis - George R.R. Martin
"As coroas fazem coisas estranhas às
cabeças que estão por baixo delas."
Aviso: Esta resenha revela conteúdo do antecessor deste livro, deixando para o leitor toda a responsabilidade de lê-la.
Título: A Fúria dos Reis
Autor: George R. R. Martin
Título original: A Clash of Kings
Título original: A Clash of Kings
Tradução: Jorge Candeias
Série: As Crônicas de Gelo e Fogo
Série: As Crônicas de Gelo e Fogo
Editora: LeYa
2011
Exatamente após o
término chocante de A Guerra dos Tronos, Martin nos ambienta em A Fúria dos
Reis, seu segundo volume. O verão está chegando ao fim, um cometa vermelho
surge misteriosamente no céu e todo Westeros está em caos.
Todo o evento que
permeia esse volume é consequência das mortes de Eddard e Robbert e podemos
resumi-lo a cinco personagens. Com a morte do rei de Westeros, seu filho
Joffrey Baratheon assume o trono de ferro, como era de se esperar. Entretanto,
a verdade se espalha pelos reinos, revelando às pessoas que Joffrey não é um
herdeiro legítimo, pois é filho de incesto. Os irmãos do rei Robbert, Stannis e
Renly Baratheon, também se declaram rei ao ouvirem tal história, enquanto Robb
Stark assume o título de Rei do Norte, buscando a liberdade das irmãs e a
vingança do pai. Já Balon Greyjoy, senhor das Ilhas de Ferro, quer continuar a
rebelião de anos atrás.
“Quando os reis estão em guerra, a terra toda treme!”
Em síntese, o enredo de
A Fúria dos Reis é isso. Particularmente, quando peguei o segundo volume para
ler e vi tal título, esperava que seria tão empolgante quanto o primeiro (se
não mais), mas não foi o que aconteceu. Se você, leitor, espera ver aqui
batalhas de guerra o tempo todo, irá se decepcionar. A Fúria dos Reis, em
comparação com o primeiro volume e com a expectativa que Martin cria, é um
livro parado. Os reis que estão em guerra, não estão realmente em guerra. Aqui
veremos uma perspectiva mais política, onde cinco desses concorrentes ao trono
se alfinetam cada um de um lugar de Westeros. Há quem diga que o segundo volume
nada mais é que uma ponte entre o primeiro e o terceiro, e eu pude confirmar
isso. Se tratando de um livro “parado”, a narrativa toma um ritmo mais real, é
fato, mas não consegui ver isso de uma forma positiva.
Martin continua com os
capítulos curtos e dedicados a personagens diferentes, criando uma narrativa
única, onde não há protagonistas e você é obrigado a ver os dois lados da
moeda. É interessante ressaltar que mesmo que o enredo gire em torno desses
cinco “reis”, não há nenhum capítulo dedicado a eles, fazendo o leitor enxerga-los
através dos olhos de terceiros. Isso foi tremendamente astuto, resultando em
uma cara mais realista ao livro, forçando quem lê a se identificar com as
questões políticas que existem em nosso mundo.
“Eis, então. O poder reside onde os homens acreditam que ele reside. Nem mais nem menos.”
É bacana analisarmos
como a família Stark continua separada. Cada filho do Ned se encontra em um
lugar e em uma enrascada. Tyrion e Arya tiveram papéis muito significativos
para a história, mas Jon e Daenerys me deram uma sensação de abandono. Com toda
essa reviravolta em Westeros, Jon vai em uma patrulha para lá da Muralha e fica
como uma história à parte, tal como Daenerys. A mãe dos dragões está em Qarth à
procura de navios para renunciar ao trono. Vejamos, mais um concorrente! Por
mais que possa parecer significativo, eu nem a citei antes pelo fato de que sua
hisória também se torna um caso independente. Daenerys quer o trono de ferro,
mas nem sequer sabia que Robbert havia morrido. Sua história me deu a sensação
de parar por um bom tempo.
Apesar de todas essas
críticas, A Fúria dos Reis em suma é um livro espetacular. Esses pontos não me
agradaram apenas pela expectativa que eu criei ao término do primeiro volume. É
fato que em comparação, A Guerra dos Tronos se sobressai muito sobre este, mas
isso não quer dizer que o segundo seja ruim. Uma leitura estonteante e uma
razoável. Bom, que venha A Tormenta de Espadas para vermos o rumo que isso tomará...

“Dizem que o Trono de Ferro pode ser perigosamente cruel para aqueles que não estão destinados a se sentar nele."
Obs.: O objetivo desse
blog é criar críticas construtivas para livros, mas não pude deixar de notar
a “mexida” no contexto da série da HBO. Não que tenha estragado a série, e nem
deixarei de assisti-la por isso, mas será que era mesmo necessário?
Obs²: Você pode conferir a resenha do primeiro volume aqui.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
Uma Questão de Capa: A Bússola de Ouro
Vamos a mais uma seleção de capas ao redor do globo, dessa vez da obra de Philip Pullman: A Bússola de Ouro.
Começando pelas edições brasileiras. A primeira capa é extremamente bonita e podemos notar isso mais claramente com o livro em mãos, nos possibilitando a enxergar os detalhes das cores. A segunda capa fora a primeira publicação deste livro no Brasil. A terceira é baseada na adaptação cinematográfica e não me agrada muito (como a maioria das edições deste tipo).
A capa da esquerda é a capa original, britânica. E a esquerda, a capa americana. Gosto da simplicidade da britânica, mostrando apenas o aletiômetro e um jogo de cores vivas, como a brasileira, mostrando um pouco da fantasia presente no livro. A americana já é mais neutra, talvez fazendo um adendo ao norte. É interessante observar que o título original é o britânico, que numa tradução livre seria Aurora Boreal, mas veremos que poucas edições traduziram deste título, optando pela versão americana.
À esquerda temos a edição portuguesa, que manteve o padrão britânico e à direita a edição francesa que, por vez, seguiu o americano. Porém, ambas mudaram o título para Os Reinos do Norte.
Aqui temos as edições espanhola, italiana e alemã, respectivamente. Os traços infantis da espanhola acompanham toda a trilogia, formando um padrão bacana. A italiana por vez é mais neutra e a alemã não me agradou. Quanto aos títulos, apenas a edição espanhola manteve uma tradução correspondente ao título original.
O Japão dividiu o volume em dois, resultando nas primeiras duas capas. Já a China, optou por uma capa mais objetiva. Ambas mantiveram o título americano.
E então, quais foram suas capas preferidas? As britânica, espanhola e brasileira me agradaram bastante! Você pode conferir a resenha deste livro aqui. O Corujal recomenda essa leitura.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
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