terça-feira, 30 de junho de 2015
A Ordem da Fênix - J. K. Rowling
“Quanto mais você se importa, mais você tem a perder."
Título: A Ordem da Fênix
Autor: J.K. Rowling
Título Original: The Order of the Phoenix
Tradução: Lia Wyler
Série: Harry Potter
Editora: Rocco
Série: Harry Potter
Editora: Rocco
2003
No divisor de águas que
é o quinto volume da série Harry Potter, temos a sequência de acontecimentos após
a ascensão de Voldemort. A sensação que o leitor tem ao ler este volume é de
total agonia, já que as coisas só fazem piorar. Aqui, Harry começa a se
preparar para o pior, e em prol da situação, Dumbledore resolve reatar o grupo
de bruxos responsáveis pela queda de Voldemort no passado, ressurge então, a
Ordem da Fênix.
“A sede da Ordem da Fênix encontra-se no Largo
Grimmauld, número doze, Londres.”
Esse volume é o único
que possui acontecimentos importantes pré-Hogwarts, isto é, nas férias dos
alunos. Logo no começo, Harry é forçado a usar magia fora da escola e isso
desencadeia uma série de problemas burocráticos com o Ministério da Magia. E
como se não fosse o bastante o fato do bruxo mais perigoso de todos os tempos
estar à solta, Harry se passa como mentiroso perante o Ministério e o Profeta
Diário (e consequentemente, o mundo tudo), já que o ministro se recusa a
acreditar nas palavras do garoto, achando que a volta do Lord das Trevas não
passa de um plano para Dumbledore tomar seu lugar.
Em prol de todos esses
problemas políticos, a Ordem começa a agir sutilmente sem o consentimento do
Ministério, e isso só agrava a situação. A desconfiança do ministro o leva a
interferir em Hogwarts, e é então que Dolores Umbridge se apodera dos domínios
da escola.
“Chegou a hora de escolhermos entre o que é
certo e o que é fácil.”
Devido ao crescimento
do protagonista, neste volume vemos um Harry mais arrogante, e isso dá um toque
mais realista à trama. Rowling trabalhou nesse volume de maneira diferente dos
demais vistos até aqui, pois não há tanta prioridade em desenvolver a escrita
criativa da autora, mas sim de prosseguir com a trama em si.
Há revelações extremamente
importantes para o posterior desenrolar da trama, e ficamos sabendo dos
propósitos dos fatos. Rowling começa a pontuar as coisas, e tudo deixa de ser
superficial e passa a se agravar. A autora nos mostra também que ela sempre
soube os propósitos dos acontecimentos antes não esclarecidos, dando uma
sensação de amadurecimento em sua escrita.
sábado, 6 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Leitura em Dupla
Recentemente O Corujal foi convidado a participar de um projeto proposto pelo Leia-me Já!, onde os dois blogueiros leriam o mesmo livro para discutirmos nossas impressões. Este é o Leitura em Dupla.
O livro da vez foi o clássico Tubarão, de Peter Benchley. Criamos um calendário estabelecendo metas a serem seguidas para a conclusão do livro ao longo do mês de julho. Os posts serão feitos em forma de diálogos, possibilitando um texto mais dinâmico, com mais detalhes e é claro, com mais spoilers.
Convido-os a participarem conosco nessa leitura, para conseguirmos uma discussão mais abrangente. Até mais!
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Edição de Garra: Harry Potter
Foi revendo um post recente do blog, onde falei que o conteúdo era mais importante que a edição, que me perguntei quão importante é o impacto que as edições causam em nós leitores. Pensando nisso, resolvi abrir uma coluna no blog apenas para avaliar edições que saltam os olhos. O objetivo não é expor aqui a melhor de todas as edições de tal livro, mas sim, avaliar uma que seja especial. Este é o Edição de Garra!
Harry Potter será o alvo do nosso primeiro post. Há inúmeras edições de Harry Potter ao redor do mundo (não me limitarei apenas às edições brasileiras), mas não pude ignorar a edição americana em hardcover da Scholastic.
Os sete volumes vêm em um box que se encontra dentro de uma mala que se assemelha às bagagens do universo de Harry Potter. Essa mala é de um papelão mais resistente que o comum, o que é uma pena, pois poderia ser feita de madeira. Na parte superior da "bagagem"
há uma inscrição que imita um carimbo escrito "Deliver to Hogwarts" (Destinado à Hogwarts), onde você pode escrever seu nome. O box também acompanha adesivos oficiais da série que, segundo às indicações, servem para decorará-lo. São dez adesivos: O brasão de Hogwarts e um para cada uma das casas, um para o Beco Diagonal, Azkaban, o castelo, a Floresta Proibida e um para o Expresso Hogwarts. Eu possuo o box e admito que não tive coragem de retirar os adesivos da cartela e muito menos de escrever meu nome na "mala".Ao contrário de muitos outros, este box é de um papelão resistente e largo, permitindo-lhe tirar e recolocar os livros sem qualquer problema de espaço.
As jackets são iguais as capas das edições brasileiras, mas as dimensões dos livros são maiores na versão americana. Culpa da tradução ou das páginas grossas, a espessura da versão da Scholastic é absurdamente maior.
Retiradas as jackets, os livros de capa dura são lisos com dualidade de cores diferentes, sendo uma quadriculada e outra em tecido. O título na lombada continua com letras brilhantes.
O preço dessa edição aqui no Brasil não é muito acessível, o que é uma pena, já que qualquer um que saiba inglês deveria ter um desse em casa.
Não há contra-argumento quando comparadas as duas edições. Em vista da edição americana, a brasileira é um desleixo. E a tradução.... enfim, isso é assunto para um post futuro. Até mais!
As resenhas dos livros já lidos podem ser encontradas aqui:
Livro 1
Livro 2
Livro 3
Livro 4
domingo, 31 de maio de 2015
Veronika Decide Morrer - Paulo Coelho
" Quero
me entregar a um homem, à cidade, à vida e, finalmente, à morte.”
Título: Veronika Decide Morrer
Autor: Paulo Coelho
Editora: Sextante
2012
Paulo Coelho, autor brasileiro mais lido no
mundo, questiona os fundamentos da loucura com uma história que carrega partes
de sua própria experiência de vida. Nasce então, Veronika Decide Morrer.
Neste conto, o autor nos apresente à Veronika,
uma eslovena, que apesar de jovem, já atingira a maioria de seus objetivos, e
que devido à sua vida monótona, decidira que iria morrer.
“Quando conseguiu quase tudo que desejava na
vida, chegou à conclusão de que sua existência não tinha sentido, porque eram
todos os dias eram iguais. E decidira morrer.”
Veronika então compra sua passagem ao mundo dos
mortos – com medicamentos que farão o serviço por ela. Entretanto, os remédios
não surtem o efeito esperado, e a jovem acaba acordando em Villete, um
sanatório de má reputação da capital eslovena.
Um médico do hospício encarregado de seu quadro
diz à ela que, embora não tenha conseguido se matar naquela tarde, resta-lhe
pouco mais de uma semana de vida.
“A morte roçou suas asas no meu rosto hoje e
deve estar batendo na minha porta amanhã ou depois.”
Em suma, o livro narrará os dias de Veronika em
Villete enquanto ela espera pela morte. A sensibilidade que o autor trata essa
causa fúnebre é comovente e em certos pontos, força a reflexão sobre os ramos
da vida. Sabemos mais tarde, que Veronika é um alter ego de Paulo Coelho – que passara
por experiências como essa – resultando em um enredo mais fatídico, biográfico
e realista.
Verdade seja dita, Vilette é um lugar cheio de
acomodados; que não querem ter que arcar com as responsabilidades de uma vida
sã. Com a chegada de Veronika, que escolhera a morte, e não o contrário, os
habitantes do sanatório começam a, junto com o leitor, refletirem nessas
questões da vida, levando a resolução de vários conflitos internos do enredo.
Coelho pecou nas razões que levara Veronika a
tomar a decisão de agarrar-se à morte, e particularmente, os subenredos do
livro me interessaram muito mais que a vida da protagonista. O romance fora
pretensioso, e ao meu ver, forçado e desnecessário. Já o fim que Coelho deu à
trama, me impressionou e me deixou com uma sensação – positiva – de engano.
Apesar de todos os aspectos que não agradados,
O Corujal recomenda a leitura deste livro.
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