domingo, 15 de novembro de 2015
sábado, 14 de novembro de 2015
Resenhando Jogos: Minecraft
"Um jogo simples para pessoas simples"
Título: Minecraft
Desenvolvedores: Markus Persson, Jens Bergensten (Notch e Jeb)
Produtora: Mojang Specifications
Gênero: Sandbox
Plataformas: Android, iOS, PC, Playstation 3 e 4, Xbox 360 e One, Windows Phone
Número de Jogadores: 1 a ? (dependendo do servidor)/ 1 a 4 (Xbox 360)
2009
A HISTÓRIA
Minecraft é um jogo
diferente de todos os outros. Sua temática é centrada em mundo aberto, não
possuindo jogabilidade linea e tendo como único objetivo sobreviver até matar o
dragão final, o Ender Dragon.
A principal
característica do game é a aparência feita completamente por blocos. Chega a
ser cômico o fato da popularidade do jogo ter crescido devido à essa
característica, afinal, todo mundo já ouviu falar do “jogo de quadradinhos”.
O jogo, como o
próprio nome sugere, se resume à mineração e construção dos elementos
necessários para a sobrevivência do jogador. É claro que com um objetivo tão
simples, o jogo ficaria raso demais. Entretanto, vemos que na jogabilidade é
necessário enfrentar zumbis, esqueletos, bruxas, aranhas e muito mais
(incluindo o clássico Creeper), resultando num jogo minimalista, porém
completo.
Em termos de
jogabilidade vemos um plano de fundo simples, mas que entretem e funciona.
Aparentemen te o jogo foi feito para ser jogado em primeira pessoa, mas os desenvolvedores
pensaram nos jogadores que não se acostumariam com esse tipo de premissa e
incluiram uma possibilidade de jogatina em terceira pessoa.
O criador do jogo,
Markus “Notch” Persson se inspirou em três outros games no processo de criação
de Minecraft: Dwarf Fortress, Dungeon Keeper e Infiniminer.
GRÁFICOS
Como dito
anteriormente, os gráficos de Minecraft não são dos mais realistas, porém, a
aparência de “quadradinho” transformou-se na marca registrada de Minecraft.
Também vale ressaltar
que, desde o princípio, o objetivo de Minecraft não era atingir gráficos hiper
realistas, mas sim proporcionar diversão de uma forma leve e descontraída.
MODOS DE JOGO
Minecraft é resumido
em três modos de jogo principais. São eles:
Sobrevivência: É o
modo principal, onde você precisa coletar recursos (como madeira, ferro, ouro,
pedra...), construir suas propriedades, sobreviver aos monstros e cumprir o
objetivo de vencer o Ender Dragon. É o modo oficial do jogo
Criativo: Este modo
possui uma temática completamente deiferente, seu único objetivo é: CONSTRUIR! Sim,
no modo criativo você não morre, você pode criar os monstros, tem acesso
infinito aos blocos e muito mais. Neste modo você é o deus do Minecraft, porém você
não joga, apenas cria.
Aventura: Este modo
apenas se difere pela característica de não ser possível quebrar blocos e não
seguir o objeti o co jogo. Em outras palavras, o jogador pode jogar mapas criado
por outros jogadores no modo criativo (por isso não é possível destruir os
mapas) sem ter que focar no objetivo de destruir o dragão. É o party mode do Minecraft.
Novo Colunista e Anúncios
Há uma nova coruja no Corujal!
Sim, é com muito entusiasmo que venho anunciar a participação de um novo colunista aqui no blog. Fato é que decidi ceder um espaço aqui para o Igor Braz (sim, somos irmãos). A princípio, o Igor estava procurando um lugar onde ele pudesse dar suas impressões e opiniões a respeito de jogos, e portanto, esse será o "foco" de suas postagens.
Foi conversando com um outro blogueiro sobre o nosso novo colunista, que resolvi expandir de vez a temática do blog e atingir não apenas livros, mas jogos, filmes, séries televisivas e tudo que nos der na telha.
Portanto eu ficarei responsável - basicamente - pelos livros, enquanto o Igor será responsável pelos textos de jogos. Isto, porém, não pré-determina uma ordem, pois um poderá "invadir" o espaço do outro, bem como outros assuntos.
Vale dizer também que o novo colunista tem apenas onze anos (risos), e poderemos ver o material que tanto gostamos, do ponto de vista de uma criança. Vem coisa nova por aí!
Sim, é com muito entusiasmo que venho anunciar a participação de um novo colunista aqui no blog. Fato é que decidi ceder um espaço aqui para o Igor Braz (sim, somos irmãos). A princípio, o Igor estava procurando um lugar onde ele pudesse dar suas impressões e opiniões a respeito de jogos, e portanto, esse será o "foco" de suas postagens.
Foi conversando com um outro blogueiro sobre o nosso novo colunista, que resolvi expandir de vez a temática do blog e atingir não apenas livros, mas jogos, filmes, séries televisivas e tudo que nos der na telha.
Portanto eu ficarei responsável - basicamente - pelos livros, enquanto o Igor será responsável pelos textos de jogos. Isto, porém, não pré-determina uma ordem, pois um poderá "invadir" o espaço do outro, bem como outros assuntos.
Vale dizer também que o novo colunista tem apenas onze anos (risos), e poderemos ver o material que tanto gostamos, do ponto de vista de uma criança. Vem coisa nova por aí!
domingo, 8 de novembro de 2015
Passeando por: A Coisa
Aviso:
O texto que segue não se trata de uma resenha sobre o livro A Coisa (aqui). E O Corujal não se responsabiliza por qualquer spoiler aqui postado.
O QUE É A COISA?
Pennywise nada mais é que uma das múltiplas facetas da Coisa, portanto, antes de focarmos no nosso querido palhaço, vejamos afinal, o que é a Coisa.
Desde o princípio, King deixa uma enorme cratera na cabeça do leitor quanto à origem e natureza da Coisa. Sabemos quais são seus propósitos, o porquê dos ataques e, é claro, seu modos operandi. Entretanto, o leitor não possui nenhum tipo de ciência do que realmente é a Coisa.
"Aromas de terra e umidade de legumes estragados se misturavam com o aroma inconfundível e inescapável, o cheiro do monstro, a apoteose de todos os monstros. Era o cheiro de uma coisa para qual ele não tinha nome: o cheiro da Coisa, agachada, espreitando e pronta para atacar. Uma criatura que comeria qualquer coisa, mas que era particularmente faminta por carne de garoto." (página 16)
O autor nos explica mais tarde que, essa suposta entidade, não possui forma alguma. Que se trata, na verdade, de um grande espelho refletindo os pesadelos e o que há de pior nas pessoas, fazendo com que a verdadeira face da Coisa permaneça em mistério.
"A mulher do escritor agora estava com a Coisa, viva, mas não exatamente viva; a mente dela foi completamente destruída pela visão da Coisa como ela realmente era, com todas as pequenas máscaras e glamoures jogadas de lado. E todos os glamoures eram apenas espelhos, e claro, que devolviam pra pessoa apavorada a pior coisa na mente dele ou dela, cristalizando imagens como um espelho devolveriam o reflexo do sol para um olho aberto que nem desconfia a ponto de deixá-lo cego" (página 985)
Sabemos, portanto, que a Coisa é um ser por trás de várias peles, e como se não fosse o bastante, uma
força maligna presente em toda a cidade.
"Vou contar para Bill, para ele entender. Está em todas as partes de Derry. Ela simplesmente ocupa os espaços vazios, só isso" (página 879)
"— Eu t-t-trouxe vocês a-aqui p-p-p-p-porque n-n-nenhum lugar é s-s-seguro [...] —D-D-Derry é a Coisa!" (página 943)
Curiosamente, apenas as crianças têm qualquer tipo de contato com a coisa. O autor explora bastante esse lado, deixando explícito o que a imaginação das crianças podem causar à elas mesmas.
"Era como um vilão de quadrinhos. Por que eles viam assim? Pensavam nele assim? Sim, talvez fosse isso. Era coisa de criança, mas parecia que era disso que essa coisa se alimentava, de coisa de criança" (página 694)
Pennywise é a mais comum, e sem dúvida a mais marcante, forma da Coisa. Ele é descrito como um palhaço com roupa prateada adornada com grandes pom poms laranjas.
O grande trunfo de King na criação do palhaço é na personalidade dele. Pennywise é manipulador, cruel e frio, tendo como traço mais forte a artificialidade. O palhaço é tão falso, que chega a ser cômico (com perdão do trocadilho). As más intenções de Pennywise são extremamente visíveis, porém em meio às crianças, passam despercebidas.
Toda essa falsidade leva o leitor a fazer uma pequena conexão com a realidade. Sim, muitas vezes usamos da "força do maior"para enganar as crianças na cara dura. Seja por proteção, pra poupá-las ou por preguiça de explicar algo. Nós sempre moldamos a realidade pras crianças, e isso só é tão fácil porque elas precisam acreditar no que lhes é dado.
A reflexão que vem junto com esse ponto é bem interessante, e quando analisado sob um olhar um pouco mais dramatúrgico, só faz aumentar o terror psicológico criado por King. Ao longo da trama, é inevitável que surjam perguntas na cabeça do leitor do tipo "e se a Coisa realmente existisse?", e esse incômodo psicológico só é possível através de Pennywise.
"A Coisa sempre se alimentou bem de crianças. Muitos adultos poderiam ser usados sem saber que foram usados, e a Coisa já tinha se alimentado de alguns mais velhos ao longo dos anos. Os adultos tinham seus próprios pavores, e as glândulas deles podiam ser invadidas, abertas, para que todos os componentes químicos do medo jorrassem pelo corpo e salgasse a carne. Mas os medos das crianças eram mais simples e normalmente mais poderosos. Os medos das crianças costumavam ser invocados com um único rosto... e se fosse preciso usar isca, ora, que criança não adorava um palhaço?" (página 986)
O palhaço virou ícone da cultura pop e marcou, junto com outros personagens, o terror dos anos oitenta/noventa. Frases como "Você quer um balão?" e "Todos flutuam aqui em baixo" ainda lembram o rosto macabro de Pennywise.
PENNYWISE
NO CINEMA
![]() |
| Tim Curry |
Em minha resenha de A Coisa, eu comentei em como a atuação
fantástica de Tim Curry me impressionou, e reforço aqui minha opinião. Quando
li o livro já sabia da existência do filme, e durante a leitura, uma das coisas
que mais me intrigara foi a preocupação na adaptação do palhaço. Eu queria
muito que a ironia, a artificialidade e o tom mentiroso e medonho de Pennywise
fossem mantidos, mas achava a tarefa um tanto difícil e não botava fé na
adaptação cinematográfica.
Para minha felicidade, eu estava completamente errado. O ator Tim
Curry conseguiu captar os traços mais marcantes do palhaço e passar para o
público de uma forma muito original. Posso assegurar plenamente que quem não
leu o livro, mas assistiu ao filme, não perdeu nada com relação a esse
personagem.
![]() |
| Will Poulter |
Foi anunciado recentemente um remake do
filme, onde Will Poulter (As Crônicas de Nárnia, Maze Runner) interpretaria o
palhaço. Isso me deixa apreensivo, pois o ator não possui experiência nesse
tipo de filme, podendo levar a imagem do personagem para outro rumo. É claro
que não deixa de ser uma oportunidade para Will trabalhar em um meio diferente.
Tudo dependerá do esforço do ator....
RUMORES
Há um pequeno rumor que não podia ficar de fora deste post. Algumas pessoas especulam que Stephen King se baseou em John Wayne Gacy (o Palhaço Assassino) para criar Pennywise. John foi um assassino em série acusado de matar pelo menos 33 garotos entre 1972 e 1978 em Chicago, no Illinois. O palhaço foi sentenciado a 14 anos de prisão antes da pena de morte. Durante essa pena, John pintou quadros que foram leiloados por até $20.000. o "Palhaço Assassino" foi morto por injeção letal em maio de 1994.
Este foi o Passeando por: A Coisa, fiquem ligados nas próximas postagens!
Nova Coluna: Passeando por Obras
Quando lemos um livro e queremos comentar com alguém, sempre contamos um pouco do enredo, as nossas impressões e o que sentimos ao fazer tal leitura. Mas e aquele personagem? E aquelo objeto marcante? E aquele cenário único? Aquela característica que apenas aquele autor sabe fazer? Aquela criatura? E isso que venho propôr nas próximas postagens com esse título: analisar mais a fundo um certo elemento em evidencia, que não necessariamente seja o foco da leitura.
Este é o Passeando por Obras!
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
A Faca Sutil - Philip Pullman
“Se
existe algo como sombra coloridas, era o que refletia a lâmina da faca sutil.”
Título: A Faca Sutil
Autor: Philip Pullman
Título Original: The Subtle Knife
Tradução: Eliana Sabino
Série: Fronteiras do Universo
Editora: Objetiva
Série: Fronteiras do Universo
Editora: Objetiva
2013
Em A Bússola de Ouro,
somos introduzidos no universo fantástico de Philip Pullman. O autor nos
apresenta à Lyra e Pan, ao aletiômetro, à Sra. Coulter, aos dimons e muito
mais; e desde então, o leitor é preso pela curiosidade acerca dos mistérios do
pó – o que me leva a crer que os leitores mais ansiosos por respostas não
ficarão tão satisfeitos ao lerem A Faca Sutil. Neste segundo volume,
Lyra já não é o centro das atenções. A garota continua sim desempenhando um
papel importante na história, mas desta vez os holofotes estão em William
Parry. Essa mecânica funciona no sentido de retirar a carga presencial de Lyra,
pois em A Bússola de Ouro, a necessidade de tudo ter que acontecer envolvendo a
garota, irrita em certos pontos. Will tem doze anos e vive com a mãe com
problemas mentais, em Oxford. O garoto, que nunca conhecera o pai, percebe que
as alucinações da mãe na verdade são acontecimentos reais, e que corre um
grande perigo. Decidido a buscar tanto resposta quanto segurança, Will sai de
casa e acaba encontrando uma janela para outro mundo. Ele conhece Lyra nessa
cidade fantasmagórica chamada Cittagàzze.
Neste volume, a criatividade de Pullman é
muito bem explorada. Ficamos a par de uma diversidade fictícia enorme. O autor
nos mostra sua habilidade de mesclar o mundo fictício e o mundo real.
“— Oxford? — exclamou ela. — É de onde eu vim!
— Então no seu mundo também existe uma Oxford?
Você não veio do meu mundo.
— Não mesmo — disse ela. — São mundos
diferentes. Mas no meu mundo existe uma Oxford também. Nós dois estamos falando
inglês, não estamos? É óbvio que outras coisas são iguais. Como foi que você
passou? Existe uma ponte, ou o quê?”
E é este o objeto fantástico que permeia neste volume. Essas “janelas” entre mundos, não são feitas sozinhas, mas sim com a Faca Sutil. E, assim como o aletiômetro, a faca precisa de um portador, que por sinal não é ninguém menos que o nosso protagonista.
“— Escuta — disse. — Não me interrompa. Se você é o portador da faca, tem uma missão maior do que pode imaginar. Um menino... Como é que eles deixaram isso acontecer? Bem, já que tem que ser... Vem aí uma guerra, garoto. A maior que já existiu. Já aconteceu uma coisa parecida, e desta vez o lado certo tem que vencer... Durante todos os milhares de anos da história humana, só tivemos mentiras, propaganda, crueldade e hipocrisia. Está na hora de começarmos de novo, mas desta vez da maneira certa...”
Além de toda a aventura que se segue ao longo da trama, Pullman volta novamente à questão do Pó. Não que sejam esclarecidas todas as dúvidas, mas começamos a caminhar para uma possível resposta pra todo esse mistério.
“— Como assim? Preciso saber disso, Carlo — disse a mulher, e Will sentia sua apaixonada impaciência. — Isto está no centro de tudo, essa diferença entre crianças e adultos! É onde está guardado todo o mistério do Pó!”
E não obstante, o autor nos segreda um possível confronto entre a Igreja e a Ciência.
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